Olha como o mundo gira, mas as coisas não mudam:
“O colunista funciona como referência, âncora opinativa, para um público perdido entre tantas informações nem sempre bem tratadas. Mas porque nos tornamos uma espécie de eixo ideológico da discussão pública, somos ‘patrulhados’ por pessoas e segmentos sociais. Meu mérito, como colunista, tem sido o de superar o leitor ‘patrulheiro’, o leitor ativista que existe entre os chamados formadores de opinião, para os quais escrevemos. Penso, também, que o personalismo é um perigo, pela influência nefasta que pode exercer”.
Para Nassif, o colunista tornou-se importante no jornalismo brasileiro, “porque rompeu o monopólio dos donos de jornais”. Mas está ameaçado pelo “excesso de julgamentos morais, tentação em que cai quando se tem argumentos”.

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