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domingo, 30 de setembro de 2007

Peak Oil – Petróleo estruturalmente caro ? -- parte I


Há alguns meses atrás discutimos aqui neste blog se os preços do petróleo continuariam altos por uma questão estrutural de demanda ou se cairiam por estarmos em mais um ciclo de commodities. Existe uma corrente de avaliação desta questão que se chama “Peak oil” e que debate se a produção mundial está próxima de atingir o seu pico histórico, para então a produção cair indefinidamente até ...zero. Vale a pena ler as hipóteses formuladas, pois pode explicar em parte porque o preço do petróleo continua batendo recordes. Para não ficar muito longo, dividirei este tema em três partes. Segue a primeira de um texto do Sr. João Carlos:

Peak Oil

A extração mundial de petróleo atingirá um apogeu nos próximos anos, um patamar de produção que não se repetirá mais na história. Esta é a conclusão de notáveis geólogos e homens vinculados a esta indústria. O petróleo convencional, óleo não classificado como pesado e extraído em terra firme ou águas relativamente rasas já alcançou este patamar, a produção agora depende cada vez mais do petróleo não convencional, óleos pesados ou obtidos em águas profundas, em áreas polares, de xistos e areias betuminosas, enfim, por técnicas que o tornam mais caro.

Uma nova crise do petróleo se avizinha diferente das anteriores, que tinham origem na política, a nova deriva de causa natural, o homem está atingindo o limite da geologia do petróleo. Será crise da principal fonte de energia primária consumida pela humanidade. Crise também de uma civilização baseada em combustão fóssil, que terá de buscar solução para o declínio da principal fonte fóssil, e se confrontar com o dilema dos limites para a sua presença na terra. O petróleo não tem um substituto com todas as suas qualidades, este é o complicador do problema, não se vislumbra alternativas tecnológicas competitivas em custo com ele, todas necessitam que o petróleo suba de preço para competir.

Continua em I Invested My Way

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