Uma semana de recuperação. O Ibov subiu 5,55% alcançando sua máxima histórica nos 64275. O Dow Jones foi pelo mesmo caminho, subindo 2,11% e revertendo a baixa apresentada na semana anterior.
A semana não apresentou indicadores relevantes e pouco acrescentou na minha análise sobre a extensão da crise americana. Na quinta-feira o Departamento do Comércio americano informou que a comercialização de moradias novas nos Estados Unidos aumentou 4,8% no mês passado, para uma taxa anual ajustada sazonalmente de 770 mil unidades. Sem dúvida um número inesperado. Muitas vezes esses indicadores são retificados posteriormente. Talvez este seja o caso, afinal de contas uma melhora no segmento imobiliário americano tão rapidamente não estava nos planos de nenhum analista do mercado.
Na quinta-feira, também nos EUA, os pedidos de bens duráveis nos Estados Unidos apresentaram o segundo mês consecutivo de queda. As encomendas caíram 1,7% em setembro, depois de uma retração de 5,3% em agosto (número revisto). Mais uma vez, percebe-se que as pressões inflacionárias encontram-se controladas. Ou seja, caminho aberto para novos cortes na taxa de juros americana.
No âmbito doméstico, tivemos a divulgação da ata da reunião do Copom realizada na semana passada. O documento se mostrou desproporcionalmente conservador em face das informações sobre o andamento calmo da inflação e retirou o viés de baixa introduzido na Selic pelo comunicado expedido depois do encontro. A nota relata a decisão de se promover uma ” pausa ” na flexibilização monetária.
A leitura feita pelo mercado foi de que essa “pausa” poderá durar mais tempo do que se imaginava. A expectatica entre os analistas é que novos cortes devem apenas voltar no segundo semestre de 2008.
Vejam o vídeo em CHR Investor

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