Confiro de longe que o ministro da Fazenda, como qualquer ministro da Fazenda, apresenta a aprovação do imposto da vez - no caso a prorrogação da CPMF - como a salvação da Nação. Sem ela seria o caos. Ora, isso foi na época dificil das crises cambiais, das mudanças monetárias, dos rombos fiscais, agora não.
O ministro devia usar argumentos mais atualizados, a cidade do Rio deveria estar mais preparada para chuvas, o enorme deslizamento de terra deveria fazer com que nos preocupássemos mais com a maneira como o Rio ocupa as encostas e desmata o que nos resta de natureza, e os políticos - de oposição e de governo -deveriam se parecer nas qualidades e não nos defeitos.Participo em Toronto de uma reunião internacional para discutir formas de quebrar o impasse nas negociações internacionais sobre meio ambiente. Mas depois de tanto tempo longe, o que me prende a atenção são as notícias do nosso Rio. Vejo de longe que a política continua escolhendo o pior caminho: o acordão para livrar a cara do tucano Eduardo Azeredo desmoraliza um pouco mais os políticos, corrói um pouco mais a confiança dos representados em seus representantes.

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