O presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, em audiência no Senado, deu um conselho no mínimo inusitado aos consumidores.
- Fujam do cheque especial, pois é muito caro.
Ora, e por que não faz algo a respeito?
Por que não trabalha junto ao Governo, junto com Guido Mantega, para que o Banco do Brasil e a Caixa Econômica abaixem o custo absurdo do cheque especial, forçando a concorrência, ao invés de ficar fazendo estratégia de cobrar um pouco abaixo dos outros bancos.
A conversa mole de que é preciso mexer em algumas leis, ou mesmo aprovar outras, como o cadastro de inadimplentes, não cola. Pode fazer o Senado de baixo nível engolir a conversa, mas qualquer pessoa de bom senso sabe que algo está errado e sem regulação entre os bancos.
No Brasil a taxa média do cheque especial é de quase 140%, enquanto no crédito consignado é de 29%.
As quatro variáveis para composição final são:
- o custo de oportunidade do dinheiro: no caso a Selic
- o custo de transação e de operação bancário
- o risco da inadimplência
- o lucro
As variáveis 1 e 2 não se alteram, entre o cheque especial e o crédito consignado, de maneira significativa.
Vamos congelar a variável 4 (o lucro). Mudaria apenas a variável 3, o risco da inadimplência.
Com 111% de diferença entre os juros do cheque especial e o crédito consignado, é como se praticamente a cada 2 pessoas uma ficasse inadimplente (sendo leniente no cálculo).
É maior que o risco de ser asssaltado passando na Rua Imperial as 11 da noite.

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