... Não tem mesmo tempo ruim para a BOVESPA, que vai de recorde em recorde, agora lançando o desafio dos 70 mil pontos. Ontem, o índice fechou o dia com ganho de 1,20%, aos 65.044,3 pontos, nova máxima histórica. Durante todo o pregão, a bolsa ficou no terreno positivo, oscilando entre a estabilidade e uma alta de 2,17%. Neste mês, acumula ganho de 7,57% e, no ano, de 46,25%. O volume financeiro foi vigoroso: R$ 7,4 bilhões.
... Os ingredientes da festa desta segunda-feira ainda são os mesmos, o cenário externo positivo, IPO atraindo mais dinheiro e bons resultados de empresas. De novo, as BIG BLUE VALE e PETROBRAS inflaram os ganhos do índice. VALE PNA avançou 4,46% e movimentou R$ 828,663 milhões, ainda colhendo os frutos do seu balanço. Também entusiasmou os investidores a informação de que os preços do minério de ferro da Índia devem subir entre 20% e 50% em todas as suas graduações no próximo ano, puxados pela crescente demanda e alta nos custos do frete, segundo membros da indústria local.
... PETROBRAS segue beneficiada pela alta do petróleo no mercado externo, que fechou acima de US$ 93 (abaixo). O papel ON subiu 2,73% e o PN, 2,43%.
... Entre as empresas que reagiram aos balanços do terceiro trimestre merece destaque a REDECARD ON (+2,49%). Divulgou lucro líquido recorrente de R$ 191,266 milhões no terceiro trimestre, com volume 30,3% maior em comparação sobre igual período de 2006.
... Novas estréias de ações no Novo Mercado também contribuíram para o dia de euforia. Desta vez, os destaques foram os papéis da AMIL, que emplacou alta de 16,21%, com giro de R$ 212,9 milhões, e BRASIL BROKERS (+13,68%). A HELBOR terminou estável.
... Quanto à estrela BOVESPA HOLDING, o dia foi de ligeira realização de lucros, porque ninguém é de ferro. O papel recuou 8,55%, para R$ 32,00, com giro de R$ 776,4 milhões. Mas ação ainda carrega um belo lucro, já que o ganho na sexta-feira foi de 52%.
... O fluxo positivo de recursos, também por meio das IPO, e as apostas de um novo corte do juro nos EUA voltaram a derrubar o DÓLAR pelo terceiro pregão seguido. A cotação fechou o dia em baixa de 0,68%, a R$ 1,7570, o menor nível desde 11/4/ 2000. Se o FED reduzir mesmo a taxa em 25 pontos, como espera boa parte do mercado, o diferencial entre o juro americano e o brasileiro ficará ainda maior. Se só com o fim da queda da SELIC o mercado viu uma oportunidade de arbitragem, imagine com o juro menor lá fora.
Continuação da coluna em Bom Dia Mercado

Nenhum comentário:
Postar um comentário