A entrevista que Delfim Netto deu ao Valor Econômico, publicada ontem, está excelente. É sempre interessante ver as opiniões do ex-ministro. Mesmo para quem não concorda com ele, sempre é uma boa leitura.
O que chama a atenção na entrevista de ontem foi a pancada direcionada ao Banco Central. Segundo Delfim, hoje já não tem tanta importância, pois não vai frear crescimento, que está vindo do setor privado.
Como a taxa de juros do BNDES não depende mais do Banco Central, este apitaria pouco em relação à política monetária. Apenas atua sobre a gestão da dívida pública.
O ex-ministro neste caso exagerou. Apesar da importância do BNDES no financiamento do setor produtivo, o Banco Central ainda atua muito sobre a demanda das pessoas por produtos e serviços, já que a taxa de juros dele orienta o custo de financiamento das pessoas, e de muitas empresas.
Além disso, deixa os bancos atuarem da forma que quiserem, sem nenhuma regulamentação que proteja o consumidor de abusos. O Banco Central faz de contas que este assunto não é com eles.

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