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quarta-feira, 28 de novembro de 2007

Grau de investimento para quê?

Ao mesmo tempo em que procedo a atualização dos números que seguem, faço questão de afirmar novamente: Se ratings movessem mesmo o mercado, os melhores retornos dos últimos anos não estariam nos emergentes, e sim nos países mais ricos.

Além disso, não consigo entender como alguém ainda concede alguma credibilidade às agências que 'calculam' essas avaliações de risco. Ou melhor, recebem uma fortuna dos clientes a quem desejam avaliar, num claro conflito de interesses.

Basta considerarmos os acontecimentos mais recentes. Vários títulos que elas avaliaram como AAA (a qualificação mais alta), se mostraram em verdade verdadeiros 'micos'. Alguns deles chegaram a perder 90% do valor de face nos últimos meses, outros viraram literalmente pó e não valem um centavo furado hoje. E isso só para ficar no exemplo mais recente, pois eu ainda lembro o início desta década quando deram um upgrade no grau de risco da Enron, poucos dias antes da empresa anunciar que estava quebrada.


Isso posto, vamos aos números:

Fonte: Birinyi Associates

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