Voltei! E voltei assombrado com a demanda das ações da Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM&F).
O prazo de reserva de ações vai até a terça-feira, dia 27 de novembro, mas os especialistas recomendam não deixar para a última hora. A venda de ações da BM&F promete ser a maior dos últimos tempos. E, na medida do possível, as expectativas são de que ela seja ainda mais bem-sucedida do que a da Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), realizada há um mês.
Quais as diferenças? A BM&F tem duas vantagens em relação à Bovespa. Uma das grandes expectativas de quem comprou ações da bolsa de valores era a da participação dos investidores internacionais. No caso da BM&F essa participação já ocorreu. O fundo de investimentos americano GA Private Equity comprou um bilhão de reais nas ações da BM&F.
A segunda vantagem é que a BM&F tem espaço para crescer em outros mercados, como por exemplo o mercado de ações. "Sempre é bom lembrar que a BM&F comprou a Bolsa do Rio em 2002, e deve disputar o mercado de negociação de ações", diz um experiente profissional de uma corretora. A BM&F também fechou contratos de parceria com a Bolsa de Chicago, o que vai facilitar a realização de negócios internacionais. É uma conversa antiga: em meados dos anos 90, os executivos de chicago eram comensais frequentes do restaurante do último andar da praça Antonio Prado, buscando estreitar os laços entre os dois mercados.
Tudo isso é muito bonito, mas vale a pena comprar ações da BM&F? Sim, com certeza deverá ser um IPO tão bem-sucedido quanto o da Bovespa, mesmo que a idéia do investidor seja entrar, esperar um pequeno ganho e sair em seguida. Sempre é bom lembrar, porém, que ações são um investimento de risco e poderá haver pesados solavancos no curto prazo, pois muitos dos investidores que estão entrando agora poderão vender suas ações no próprio dia da abertura.

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