Ontem eu referi aqui que na minha opinião o dado mais importante a considerar na reunião do Fomc não era a definição da taxa básica de juros americana, e sim o que ocorreria com a taxa de desconto, utilizada pelos bancos para tomarem empréstimos junto ao Federal Reserve.
Também mencionei que sem uma intervenção mais pontual, o horizonte para o mercado de crédito continuaria negro.
Pois agora a pouco o banco central americano anunciou um esforço coletivo com os bancos centrais Europeu (ECB), Suíço (Swiss National Bank) e Canadense (Bank of Canada) para tentar aliviar a pressão no sistema financeiro, oferecendo injeções de liquidez via leilões de curto prazo e aceitando uma maior variedade de ativos (?) como colateral, além de abrir também linhas de swap com o banco central Suíço e Europeu.
Essas novas intervenções já deviam ser esperadas, pois o sistema de crédito não só não respondeu aos cortes na taxa básica por parte do FED e do BOE (Bank of England), como também continuou a se deteriorar.
Resta saber que tipo de efeito essa nova tática do BC americano irá levar aos bancos que se encontram em situação crítica, de modo que creio precisarmos de pelo menos algumas semanas para verificar se de fato trará melhorias.


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