A chamada dívida mobiliária (aquela expressa em títulos públicos) aumentou de R$ 1,18 trilhão para R$ 1,21 trilhão de outubro a novembro. A dívida externa passou de R$ 108 milhões para R$ 110 bilhões, em função da alta do dólar. Além disso, o percentual de dívida préfixada (que tem a taxa de juros fixada no momento do leilão) aproximou-se da pós-fixada (que é corrigida a posteriori, pela taxa Selic ou pela TR).
O Tesouro Nacional andou pagando caro para que o investidor aceitasse a troca de papéis pós-fixados por pré-fixados. Ao primeiro sinal de crise, no primeiro semestre, permitiu correndo a volta para o pós-fixado. Perdeu na ida e perdeu na volta, para alegria dos investidores e decepção dos contribuintes. Em outubro, os pré-fixados representavam 35,18% da dívida mobiliária interna. Em novembro, subiram para 36,1%.
Esta história de que melhora o perfil da dívida pública é blefe. O perfil melhora quando é permanente. Não é o caso da dívida brasileira. Todas as mudanças ocorridas visam, sempre, ampliar o seu custo. E o perfil retorna ao ponto zero em poucos dias, a qualquer sinal de crise.
enviada por Luis Nassif

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