A matéria do repórter Ney Hashida da Cruz, no caderno “Dinheiro” da Folha de hoje é sobre a deterioração das contas externas (clique aqui).
Os números são conhecidos.Entre 2006 e 2007, o saldo comercial caiu de US$ 46,5 para US$ 40 bi. O déficit no balanço de serviços e renda aumentou de US$ 35 para R$ 40,6 bi. Os saldos nas transferências unilaterais manteve-se estável em US$ 4 bi.No geral, o saldo em transações correntes despencou de US$ 13,6 bi para US$ 3,6 bi. Para 2008 o quadro é de agravamento da deterioração. O saldo comercial poderá cair de US$ 15 a US$ 20 bi.Como tendência de transações externas não se muda no tranco, em qualquer país racional o governo, Congresso e mídia estariam berrando a plenos pulmões para se começar a virar o barco.Por aqui, a lógica é a expressa na declaração do economista da Mauá Investimentos (de Luiz Fernando Figueiredo, ex-BC na gestão Armínio Fraga), ouvido pelo repórter:“Ainda assim, alguns analistas dizem que a piora nas contas externas não deve, ao menos por enquanto, causar muitos problemas para a economia. O economista Caio Megale, sócio da Mauá Investimentos, diz que, caso a crise se agrave, o BC pode usar parte das reservas internacionais acumuladas nos últimos anos para compensar a redução no fluxo de dólares."Ainda existe um estoque grande de capital de curto prazo no Brasil. Se eles [investidores estrangeiros] quiserem sair, o déficit [nas contas externas] vai ser maior do que o esperado", diz Megale. Nos seus cálculos, porém, uma saída mais acentuada de recursos faria com que ficasse faltando entre US$ 10 bilhões e US$ 15 bilhões para equilibrar as contas externas, valor pequeno perto dos US$ 188 bilhões em reserva”.
O “ao menos por enquanto” é de arrepiar. Mas é assim que pensam (ou se iludem) Banco Central, Fazenda, Lula, o mercado e a mídia: vamos curtir até o último segundo, e o futuro a Deus pertence.
Efeito dominó
Segundo a Goldman Sachs, o Japão está tecnicamente de volta à recessão. "Ao menos por enquanto", o Brasil não será afetado prlo resfriamento da economia mundial.
Luis Nassif Online
Os números são conhecidos.Entre 2006 e 2007, o saldo comercial caiu de US$ 46,5 para US$ 40 bi. O déficit no balanço de serviços e renda aumentou de US$ 35 para R$ 40,6 bi. Os saldos nas transferências unilaterais manteve-se estável em US$ 4 bi.No geral, o saldo em transações correntes despencou de US$ 13,6 bi para US$ 3,6 bi. Para 2008 o quadro é de agravamento da deterioração. O saldo comercial poderá cair de US$ 15 a US$ 20 bi.Como tendência de transações externas não se muda no tranco, em qualquer país racional o governo, Congresso e mídia estariam berrando a plenos pulmões para se começar a virar o barco.Por aqui, a lógica é a expressa na declaração do economista da Mauá Investimentos (de Luiz Fernando Figueiredo, ex-BC na gestão Armínio Fraga), ouvido pelo repórter:“Ainda assim, alguns analistas dizem que a piora nas contas externas não deve, ao menos por enquanto, causar muitos problemas para a economia. O economista Caio Megale, sócio da Mauá Investimentos, diz que, caso a crise se agrave, o BC pode usar parte das reservas internacionais acumuladas nos últimos anos para compensar a redução no fluxo de dólares."Ainda existe um estoque grande de capital de curto prazo no Brasil. Se eles [investidores estrangeiros] quiserem sair, o déficit [nas contas externas] vai ser maior do que o esperado", diz Megale. Nos seus cálculos, porém, uma saída mais acentuada de recursos faria com que ficasse faltando entre US$ 10 bilhões e US$ 15 bilhões para equilibrar as contas externas, valor pequeno perto dos US$ 188 bilhões em reserva”.
O “ao menos por enquanto” é de arrepiar. Mas é assim que pensam (ou se iludem) Banco Central, Fazenda, Lula, o mercado e a mídia: vamos curtir até o último segundo, e o futuro a Deus pertence.
Efeito dominó
Segundo a Goldman Sachs, o Japão está tecnicamente de volta à recessão. "Ao menos por enquanto", o Brasil não será afetado prlo resfriamento da economia mundial.
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