O professor de estudos europeus da Universidade de Oxford, Timoty Gardon Ash, por exemplo, comentou que o momento atual é de uma mudança geopolítica jamais vista, iniciado com o final da Guerra Fria e ganhou amplitude com os ataques terroristas de 11 de setembro de 2001.
É o começo do final da predominância política e econômica do Ocidente existente nos últimos 200 anos - disse o professor durante um debate sobre o aumento da influência econômica da China nas relações comerciais entre Estados Unidos e União Européia (EU).
China
A China continua sendo o mais fraco desses três poderes, mas a vantagem é que o país asiático tem uma forte política externa, enquanto os EUA geralmente tem duas ou três e dependentes de vários departamentos, como o de Defesa, de Estado e a vice-presidência. A Europa tem de cinco a 10, o que é muito - acrescentou.
Compartilhando a opinião de Ash, o comissário de Economia e política monetária da Comissão Européia, Joaquin Almunia, ressaltou que a União Européia tem um problema de governança com os novos players globais.
O roqueiro Bono Vox e o ambientalista e prêmio Nobel da Paz Al Gore dividiram um palco sobre clima e pobreza. Eles aproveitaram a presença de delegados de todo mundo para defender que os dois assuntos sejam combatidos conjuntamente.
Questões como a crise entre a Palestina e Israel e mesmo a preocupação com o uso de armas nucleares pelo Irã também estiveram presentes nos debates assim como a corrida presidencial norte-americana também estiveram na pauta de discussões.
Colômbia
O único líder de governo latino-americano presente em Davos, o presidente colombiano Alvaro Uribe, também defendeu a tese de descolamento para o seu país em relação a uma crise global.
O sistema financeiro colombiano, depois da crise do passado, tem sido mais cuidadoso. As finanças públicas de Colômbia estão em melhor situação hoje e o país que quer consolidar a confiança dos investidores - afirmou Uribe.
Fluxo de investimentos
Se mantivermos o fluxo de investimentos, no longo prazo, principalmente, isso ser transformar a em um grande colchão para se precaver contra as crises - disse Uribe, que chegou em Davos depois de passar por França e Espanha em busca de parcerias e ajuda para a libertação dos reféns das Farc.
Arquivo Etc

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