Plus500

sexta-feira, 25 de janeiro de 2008

Fórum discute a perda da hegemonia americana

o segundo dia de debates do encontro anual do Fórum Econômico Mundial predominaram as preocupações em torno do risco de recessão da economia americana e a suposta redução de sua hegemonia político-econômica global. A maioria dos painéis não fugiu desse assunto, por mais que o tema fosse outro.

O professor de estudos europeus da Universidade de Oxford, Timoty Gardon Ash, por exemplo, comentou que o momento atual é de uma mudança geopolítica jamais vista, iniciado com o final da Guerra Fria e ganhou amplitude com os ataques terroristas de 11 de setembro de 2001.

É o começo do final da predominância política e econômica do Ocidente existente nos últimos 200 anos - disse o professor durante um debate sobre o aumento da influência econômica da China nas relações comerciais entre Estados Unidos e União Européia (EU).

China

A China continua sendo o mais fraco desses três poderes, mas a vantagem é que o país asiático tem uma forte política externa, enquanto os EUA geralmente tem duas ou três e dependentes de vários departamentos, como o de Defesa, de Estado e a vice-presidência. A Europa tem de cinco a 10, o que é muito - acrescentou.

Compartilhando a opinião de Ash, o comissário de Economia e política monetária da Comissão Européia, Joaquin Almunia, ressaltou que a União Européia tem um problema de governança com os novos players globais.

O roqueiro Bono Vox e o ambientalista e prêmio Nobel da Paz Al Gore dividiram um palco sobre clima e pobreza. Eles aproveitaram a presença de delegados de todo mundo para defender que os dois assuntos sejam combatidos conjuntamente.

Questões como a crise entre a Palestina e Israel e mesmo a preocupação com o uso de armas nucleares pelo Irã também estiveram presentes nos debates assim como a corrida presidencial norte-americana também estiveram na pauta de discussões.

Colômbia

O único líder de governo latino-americano presente em Davos, o presidente colombiano Alvaro Uribe, também defendeu a tese de descolamento para o seu país em relação a uma crise global.

O sistema financeiro colombiano, depois da crise do passado, tem sido mais cuidadoso. As finanças públicas de Colômbia estão em melhor situação hoje e o país que quer consolidar a confiança dos investidores - afirmou Uribe.

Fluxo de investimentos

Se mantivermos o fluxo de investimentos, no longo prazo, principalmente, isso ser transformar a em um grande colchão para se precaver contra as crises - disse Uribe, que chegou em Davos depois de passar por França e Espanha em busca de parcerias e ajuda para a libertação dos reféns das Farc.

A Colômbia está melhor preparada do que no passado para enfrentar a crise das hipotecas de alto risco dos EUA. O capital está indo mais para o setor produtivo do que especulativo. Vai investir US$ 17 bilhões em infra-estrutura nos próximos anos - concluiu Uribe.

Arquivo Etc

Nenhum comentário: