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quinta-feira, 31 de janeiro de 2008

O caso Telemar-Brasil Telecom

Informações direto do Aeroporto de Congonhas (o trabalho me procura até em trânsito):

1. O acordo da venda da Brasil Telecom para a Telemar será fechado no dia 11 de fevereiro e não amanhã.

2. Caso o acordo não chegue ao final (por qualquer motivo), a Telemar terá que pagar uma indenização e US$ 500 milhões à BrT.

3. Pelo acordo, os fundos ficarão com 10% de participação na nova empresa.

4. Ponto importante é a questão da governança. Para definir o presidente, em caso de mudança, os fundos escolherão um head hunter (selecionador de executivos) e os controladores outros dois. Cada head hunter indicará um executivo. Os fundos terão direito de vetar um dos três. Os controladores escolherão o presidente entre os dois remanescentes. Os fundos terão poder de veto também sobre uma série de ações dos controladores.

5. Nas negociações iniciais, os dois sócios da Telemar (Carlos Jereissatti e Sérgio Andrade) ofereceram R$ 3 bi pela participação dos fundos. Os fundos contrapuseram US$ 5,6 bi. Chegaram a um meio termo, mais próximo da proposta dos fundos

6. Para a operação não emperrar, provavelmente terão que terminar as pendências jurídicas – fundos x Daniel Dantas; Citi x Dantas. Até agora Dantas não se manifestou, seus porta-vozes na mídia tem apoiado a fusão. Mas ninguém tem dúvida de que ele está esperando a hora certa para endurecer e vender com vantagens sua posição.

7. Os fundos julgam que a operação obedece a uma lógica econômica (fortalecendo a nova companhia), de país (permitindo ter a grande companhia nacional, em um momento em que o próprios EUA incentiva a fusão das Bels), e permitirá trazer resultados consideráveis ao caixa dos fundos. E garantem que, na hora em que for divulgado o acordo, se verá que foi estabelecido um novo grande parâmetro de governança corporativa no pais. Mas reclamam que nem a mídia nem o governo estão valorizando esse avanço.

Na verdade, só quando os termos do acordo se tornarem públicos será possível uma avaliação precisa da operação. Como dizia uma velha raposa do mercado, trata-se de operação "cabeluda" (isto é, com muitas pontas para serem amarradas), Qualquer descuido pode dar margem a fragilidades futuras no acordo.

enviada por Luis Nassif

Um comentário:

Anônimo disse...

Ações de TIM e Vivo disparam com volta de rumores sobre fusão

InfoMoney

SÃO PAULO - As ações de TIM e Vivo destoaram do fraco desempenho do Ibovespa e encerraram o pregão desta quinta-feira (31) entre os destaques de alta do principal índice da bolsa brasileira, impulsionadas pelas especulações de que o Governo pode reabrir a possibilidade de uma fusão entre as operadoras.

Em meio aos rumores, os papéis ordinários da TIM (TCSL3) fecharam com expressiva alta de 10,12%, liderando os ganhos entre os ativos que compõem o índice, enquanto as ações preferenciais da Vivo (VIVO4) também apresentaram bom desempenho ao registrarem valorização de 6,28%.

Mesmo com o mercado ajustando suas posições em função das últimas quatro sessões consecutivas de alta da bolsa, o possível movimento de consolidação entre as duas empresas acabou sendo muito bem recebido pelos investidores.

Possibilidade de fusão
Após o negócio ser vetado pela Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) em outubro do ano passado, uma reportagem publicada no jornal Estado de S. Paulo afirma que há chances do Governo voltar atrás e permitir uma operação conjunta entre TIM e Vivo.

Com isto, o Planalto "compensaria" à Telefônica, sócia da Vivo, pela fusão entre a Oi e a Brasil Telecom. O grande obstáculo para a fusão é o fato de que, juntas, Vivo e TIM somam mais da metade dos 120 milhões de celulares do País. Além disso, a operação eliminaria um competidor no setor de telefonia celular.

Ainda de acordo com a reportagem, o assunto deve ser tratado nesta quinta-feira em reunião entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e os ministros da Casa Civil, Dilma Roussef, e das Comunicações, Hélio Costa, além do presidente do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), Luciano Coutinho.