Há muito que a boas práticas do Real em relação à sustentabilidade são notícia fora do Brasil. Em 2006, por exemplo, o banco conquistou o prêmio Sustainable Banking do jornal britânico Financial Times na categoria "Banco do ano em mercados emergentes". Além disso, já entrevistei especialistas importantes lá de fora que sabiam, com mais ou menos profundidade, sobre o comportamento do banco. O elogio mais recente às práticas da instituição, porém, está nas páginas da edição de janeiro da Harvard Business Review. Isso mesmo. Num longo artigo, intitulado "Transforming Giants - what kind of company makes it its business to make the world a better place?", Rosabeth Moss Kanter, professora de Harvard, explica como gigantes do mundo corporativo, a despeito de seu tamanho, conseguem ser ágeis e inovadoras e estar conectadas com as comunidades nas quais estão inseridas. E lá está o Real. Coloquei abaixo parte do trecho na qual a empresa é citada ( numa tradução livre)
"As pessoas são ainda mais inclinadas a ser criativas quando os valores da empresa enfatizam a inovação para ajudar o mundo. O Banco Real, o braço brasileiro de um banco europeu, descobriu isso quando colocou a responsabilidade social e ambiental no cerne da sua estratégia de diferenciação. O resultado foi uma série de produtos financeiros, que incluem crédito para projetos verdes, microcrédito para comunidades carentes e a comercialização de créditos de carbono. O Banco Real também passou a escolher fornecedores com padrões ambientais e sociais altos e até mesmo os ajudou a melhorar suas práticas. Em 2007, já estava colhendo os frutos desses valores: tinha dobrado sua lucratividade, crescido em tamanho e se tornado o terceiro maior banco privado no Brasil .."
( lembrando: não sou tiete do Real e acho que eles têm muitos telhados de vidro, mas nutro, sim, uma certa admiração pela postura do banco ...)
P.S. Perdão pela longa ausência, mas estava de férias.

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