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quinta-feira, 24 de janeiro de 2008

Uma irracionalidade nos gastos

Você conhece alguém que trata a restituição do imposto de renda como se fosse um prêmio e não usa este dinheiro para quitar contas diárias ou reservar o valor para algum gasto imprevisto? Conhece alguém que tenha uma poupança e usa o limite do cheque especial? Ou então quem não retira o dinheiro da poupança que fez para as férias e prefere financiar o saldo do cartão de crédito? As situações descritas, muito comuns no dia-a-dia, são analisadas pelas finanças comportamentais, campo de estudo que surgiu nos anos 70 pelos cientistas Kahneman e Tversky e pesquisa a aplicação da psicologia às finanças na tentativa de explicar como as pessoas tomam as suas decisões relativas ao dinheiro.

- Segundo as finanças comportamentais, tendemos a separar nosso patrimônio em partes e, então, tomar decisões de forma individual, isto é, decisões que não fariam sentido se olhássemos o patrimônio como um todo. Este processo de separação de patrimônio em compartimentos mentais diferentes é chamado de contabilidade mental - explica professor de finanças comportamentais da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e autor do livro A Árvore do Dinheiro, Jurandir Sell Macedo.

A contabilidade mental pode ser positiva, como na separação de uma parte do orçamento a cada início do mês para comprar uma casa, formar uma reserva para a aposentadoria, estudo dos filhos ou as próximas férias. Porém, algumas vezes faz com que as pessoas paguem juros altos tomando empréstimos só para não mexer na poupança.

Continua em Conexão Dinheiro

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