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terça-feira, 25 de março de 2008

Commodities e indicadores conferem a euforia em Wall Street

.... O desempenho das bolsas em NY, hoje, pode ser importante para devolver confiança aos investidores sobre uma tendência de recuperação. Nas agências internacionais, traders evitavam maior entusiasmo, mesmo após as fortes altas desta segunda-feira.. Já viram outros pregões animados acabarem vencidos pelo pessimismo no dia seguinte. Podem ajudar a definir esse cenário os indicadores da agenda e a negociação das commodities em Londres (LME), na volta dos mercados europeus do feriado da Páscoa.

... Ontem, WALL STREET se empolgou com as vendas dos imóveis residenciais usados acima do esperado e a nova oferta do JP Morgan pelo BEAR Stearns, cinco vezes superior à proposta inicial (abaixo).. Hoje, os dados estão previstos para às 11h, quando serão divulgados a Confiança do Consumidor do Conference Board, de março (deve cair para 73, de 75 em fevereiro), e a atividade industrial regional do FED de Richmond.

... Na EUROPA, não há indicadores previstos... É feriado na Grécia.. O BC da Eslováquia anuncia às 8h a decisão para a taxa de juros, que deverá ser mantida em 4,25%. O BCE leiloa 15 bilhões de euros em recursos a termo para as instituições financeiras.

... AQUI, BOVESPA torce para que Nova York sustente o alto astral do início da semana, que levou o índice, de novo, para perto dos 60 mil pontos (com a ajuda de VALE). Já o DÓLAR teve um dia de correção, em sintonia com a valorização da moeda nos mercados internacionais, enquanto os JUROS FUTUROS tiveram um dia de sobe-e-desce, com os investidores meio perdidos sobre o que o governo pretende para o CRÉDITO.

... Na BM&F, as taxas dos contratos DI de curto prazo iniciaram o pregão em baixa, mas terminaram o dia estáveis, depois que o ministro MANTEGA mudou um pouquinho a conversa do fim de semana. Em novas declarações aos jornalistas, ele esclareceu que a Fazenda não pensa em fixar limites para financiamentos, e que não vê riscos para a inflação nem neste ano, nem em 2009 ou 2010. A restrição ao crédito, interpretada pelos operadores de mercado como alternativa à alta da SELIC, recebeu muitas críticas.

... A idéia foi considerada “intervencionista”, sem que se tivesse certeza dos resultados, como anotou no Broadcast a jornalista Lucinda Pinto. Alguns economistas, entre eles Alexandre SCHWARTSMAN (do ABN AMRO) defenderam uma resposta fiscal, com o corte de gastos públicos para aumentar os investimentos. Mas nem ele e nem ninguém acredita que uma tal solução possa ser adotada pelo governo.

... Esse debate aumentou a expectativa pelos dados de CRÉDITO de fevereiro, a serem divulgados pelo Banco Central, 10h30, na nota de Política Monetária e Operações de Crédito. É o único indicador da agenda doméstica, hoje. Na BOVESPA, a divulgação de balanços de 2007 chega na reta final... Estão na lista da quinta-feira a USIMINAS e COELCE. A semana termina com SABESP, FRIBOI e CELESC. TAM encerra dia 31/3.

SWAP REVERSO. O mercado já estava fechado quando o BC comunicou que realizará, hoje, após o fechamento, pesquisa de demanda para um leilão de contratos de swap cambial reverso. A oferta visa a rolagem de US$ 2 bilhões que vencem no dia 1º de abril.

A força de VALE

... Durante boa parte do dia, a BOVESPA caminhou com firmeza para reduzir as perdas acumuladas no mês. Aproveitando o clima positivo no exterior, a bolsa iniciou o dia desbancando máximas, buscou os 61 mil pontos, até atingir o ganho de 3,55%, em seu melhor momento. Mas faltou força, e o índice escorregou, de novo, para baixo de 60 mil pontos. Ainda assim, fechou com valorização de 1,40%, aos 59.812,5 pontos.

... No mês, a BOVESPA ainda acumula perda de 5,79% e, no ano, de 6,38%. O volume financeiro, modesto, foi de R$ 4,836 bilhões, o menor de março.

... Quem sustentou a alta da bolsa paulista ontem foi VALE PNA (4,75%) e ON (5,16%), seguindo a recuperação das commodities em NY, após as pesadas vendas da semana passada. Além disso, o GOLDMAN SACHS reforçou a recomendação de compra das ações da mineradora, afirmando que a recente queda deixou os papéis “razoavelmente baratos”, sem refletir o poder de ganho da companhia, sob fortes fundamentos dos mercados de minério de ferro e de carvão, com a expectativa da compra da XSTRATA.

... Segundo especialistas consultados por Natalia Gómez, do Empresas e Setores, se o cenário de desaquecimento da economia mundial se confirmar, a VALE poderá ser parcialmente protegida pelo minério de ferro, “que vive um grande descompasso entre a oferta e a demanda”, o que compensaria uma queda dos metais não-ferrosos.

Continua em Bom Dia Mercado

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