Na semana passada aconteceu o inevitável: a primeira crise de liquidez em um grande banco de investimento americano, o Bear Stearns.
Sem dinheiro para repassar aos seus correntistas, o banco não teve outra opção, a não ser declarar sua incapacidade de pagamento e recorrer ao FED, que está articulando sua venda ao JPMorgan.
O JPMorgan, por sua vez, está assumindo o banco por apenas US$ 2 por ação, em um negócio que na verdade visa muito mais dar tranquilidade ao mercado do que se colocar numa posição de avanço no mercado.
O que estamos vendo desta vez é o próprio mercado financeiro se organizando para cobrir os furos deixados por eles mesmos. Isso é que realmente podemos chamar de “economia de mercado”.
Nada comparado ao que vivemos com o PROER, onde a população foi obrigada a pagar as dívidas provenientes do “sopapo” financeiro que os bancos tiveram com o fim da inflação.
O FED preferiu deixar os bancos à míngua do que incorrer em moral hazard (risco moral), onde os bancos centrais ajudam entidades financeiras em dificuldades, incentivando o comportamento de risco assumido por elas.
De certo mesmo só a certeza que outros fundos de investimento deverão enfrentar problemas nos próximos meses. Seria de bom tom se os bancos se antecipassem a esses anúncios, realizando fusões antes da quebra de confiança no mercado.
No Brasil o reflexo vem na Bovespa, que agora opera em forte baixa, de mais de 3%, apenas seguindo os péssimos resultados no mundo todo.
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