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segunda-feira, 17 de março de 2008

Dia de sangue nas finanças globais


Alguns números dão o tamanho da crise do crédito: o Bear Stearns, quinto maior banco americano, foi vendido por US$ 240 milhões, a dois dólares a ação, preço de banana. Um ano e dois meses atrás, em janeiro 08, a ação valia US$ 169. Esse é o tamanho do prejuízo dos acionistas.

O Bear Stearns foi vendido para o JP Morgan numa operação promovida e financiada pelo Federal Reserve, Fed, o banco central dos EUA. Uma operação de salvamento, portanto. Notem, porém, trata-se de salvamento do banco, dos seus clientes e do sistema financeiro, não do dinheiro dos acionistas, inclusive os donos, que tiveram de entregar suas ações na bacia das almas.

Dólar abaixo - Outro número de agora cedo no mercado mundial, a desvalorização do dólar. No recorde de baixa, hoje cedo o dólar comprava apenas 95,77 ienes. Teve época em que comprava 160.

Dólar barato derruba as ações das grandes empresas japonesas exportadoras para os EUA. Também derruba ações de bancos, todos sob suspeita.

Confiança ou desconfiança? – O Fed age agressivamente. Coloca montanhas de dólares para financiar os bancos, promove o salvamento do Bear Stearns, reduz a taxa de empréstimo aos bancos no domingo à noite. Demonstra estar no comando da situação, o que deveria gerar uma sensação de conforto.

Mas gera o pavor. Se o Fed está fazendo isso, imagine o que ele sabe que a gente não sabe?

Reparem: amanhã, terça, tem reunião normal do Fed. Se eles não puderam esperar nem dois dias para reduzir os juros bancários, imagine o que pode estar acontecendo. Outros bancos em dificuldades?

Aliás, nesta semana saem balanços de grandes bancos americanos, referentes ao primeiro trimestre. Terão se recuperado ou piorado mais?

Bolsas desabam no mundo todo.

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