... “NY vive o último estágio da crise, que começou no SUBPRIME e chegou aos grandes bancos... Não quer dizer que (a crise) está acabando, não dá para saber quanto tempo essa fase vai durar, a sua magnitude e o estrago que causará na economia dos EUA e do resto do mundo. O BEAR assustou porque foi o primeiro (grande). Outros podem quebrar e é contra isso que os investidores estão se prevenindo hoje. Mas esse saneamento é inevitável. Não há como encerrar essa história sem passar por isso”, disse fonte do BDM.
... O comentário foi feito no fim da tarde de ontem, mais um dia de cão para os mercados globais. Os índices em WALL STREET até melhoraram no fechamento. Mas, aqui, a BOVESPA foi nocauteada pela liquidação das COMMODITIES.. Com exceção do OURO, reserva histórica de valor, todos os demais metais caíram, assim como o petróleo.
... HOJE, os mercados devem abrir na expectativa da reunião do FOMC, para reduzir de novo o juro básico americano em 75 pontos-base ou 100 pontos, de 3% para 2%. O veredicto será anunciado às 15h15, em ponto, o que significa que os mercados terão um tempo ainda para reagir a surpresas. É muito improvável, porém, que o Comitê de BERNANKE se arrisque a contrariar as expectativas de um mercado já tão machucado.
... É bem verdade que WALL STREET já começa a se perguntar o que o FED fará depois que já não tiver mais esse instrumento de política monetária para tentar evitar a RECESSÃO. Mais um pouco e os EUA estarão com juro real negativo, o CUPOM ZERO. Seja como for, a inflação parece estar ajudando, até aqui, apesar do petróleo caro.
... Os dados do PPI, às 9h30, não causam maiores preocupações, após a estabilidade do índice ao consumidor (CPI), na semana passada. As estimativas para os preços ao produtor são de +0,3% para o índice cheio e +0,2% para o núcleo. No mesmo horário, as licenças para construção de novas residências têm previsão de -0,2%. Mas, mais do que os indicadores, os balanços dos bancos (e os boatos) devem movimentar os mercados.
... O resultado do BEAR STEARNS, previsto para ontem à noite, foi adiado depois que a instituição foi comprada pelo JP MORGAN. Mas está confirmada a divulgação dos números do GOLDMAN SACHS e do LEHMAN BROTHERS, para hoje, e do MORGAN STANLEY para amanhã, quarta-feira... A previsão é de pesadas baixas contábeis, enquanto as ações dos bancos de investimentos operam sob forte pressão nas bolsas. Leia mais abaixo sobre os mercados internacionais nesta segunda-feira!
Na Bovespa...
... A pior onda de vendas dos estrangeiros já parece ter passado. A fonte da coluna disse que os “papéis de gringos” (dos IPO, construção civil, por exemplo), derreteram com a zeragem de posição para fazer caixa. “Alguns papéis apresentam boa oportunidade, mas 60 mil está caro em relação a Nova York. Se você considerar só o Brasil, vale 80 mil. Se considerar só NY, vale 40 mil. Está na metade do caminho”, disse.
... Ontem, o medo de crise sistêmica nos EUA somou-se à realização das commodities para definir um pregão difícil e de pouca racionalidade. O IBOVESPA chegou a voltar aos 59 mil pontos no pior momento do dia (-4,27%, 59.342 pontos), mas fechou em baixa de 3,19%, aos 60.011,8 pontos. Com esse resultado, a bolsa brasileira passou a acumular a perda de 6,06% neste ano. O volume financeiro foi de R$ 6,9 bilhões, sendo que desse total R$ 581 milhões foram referentes ao exercício de OPÇÕES sobre ações.
... As duas principais blue chips operaram em sintonia com o movimento de queda das commodities. A maior queda do índice foi de VALE ON (-6,06%). VALE PNA perdeu 4,34%... PETROBRAS ON caiu 5,30%, enquanto a PETROBRAS PN recuou 3,79%. As ações da BOVESPA Holding (-7,27%) caíram mais forte do que a média do mercado.
... No pregão da quinta-feira passada, dia 13, a BOVESPA registrou nova saída de capital externo, de R$ 20,8 milhões, elevando para R$ 2,052 bilhões as saídas no mês.
... Em parte pressionado pelo fluxo financeiro negativo, o DÓLAR subiu pelo terceiro dia consecutivo, mas com ganho bem modesto, de 0,53%, a R$ 1,723.
... Nos JUROS, não teve repercussão o comentário do ministro Guido MANTEGA, para quem não há necessidade de aumento do juro no Brasil, por conta da crise externa.
... Na BM&F, as taxas dos contratos de DI subiram com força, refletindo movimentos de STOP LOSS e de ajuste de posições globais. No final do dia, reduziram a alta, mas seguem sujeitos a muita volatilidade. O DI janeiro de 2010 subiu de 13,09% para 13,12%, e o DI janeiro de 2009 ficou em 12,26%, de 12,25% na sexta-feira.
... O noticiário local ficou em segundo plano. Mas, se o investidor decidisse olhar para os dados domésticos, não encontraria motivos para bom humor. O IGP-10 de março, em +0,61%, superou as expectativas; o IPC-S voltou a acelerar-se (+0,14%); e a pesquisa FOCUS mostrou nova rodada de alta das projeções de inflação para este ano. A mediana das estimativas para o IPCA avançou de 4,42% para 4,44%.
... Em sintonia com o sentimento de aversão ao risco, o Global-40 caiu 0,26%, cotado no fechamento a 132,65 cents (máxima), com o risco Brasil em 302 pontos-base.
Continua em Bom Dia Mercado

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