O Federal Reserve, o banco central norte-americano, anunciou na noite do domingo que vai reduzir a taxa de redesconto em 0,25%, para 3,25% ao ano. A medida foi anunciada de surpresa e já vale para a manhã desta segunda-feira, dia 17. Mau sinal. Não por acaso, a Bolsa de São Paulo abriu com uma baixa de 4%.
Banqueiros centrais são as pessoas mais discretas que existem. A maneira mais garantida de conseguir uma entrevista sem notícias é falar com um banqueiro central: por dever de ofício ele não pode elocubrar, especular, achar, concordar ou discordar. Por isso, quando eles falam, é bom prestar atenção. O fato de o Fed ter rompido o protocolo e tomado uma decisão em pleno domingo mostra que a situação dos bancos nos Estados Unidos está bem pior do que se imaginava. Não interessa que eles tenham declarado que o sistema é sólido: o fato de terem tomado essa decisão prova que o sistema não está sólido.
A decisão vem dois dias antes da reunião ordinária para discutir a taxa de juros, e as expectativas são de um novo corte no custo do dinheiro nos Estados Unidos. A preocupação, agora, é até quando os juros americanos precisam baixar para estimular uma economia que está em recessão. Em um determinado momento, a política monetária perde efeito, algo que Keynes definiu como "armadilha da liquidez" - as expectativas são tão ruins que a economia não se aquece, mesmo com juros muito baixos. FOi mais ou menos o que ocorreu no Japão ao longo de toda a década de 90.
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