Aos poucos os "devaneios" elaborados nesse espaço ganham ares de realidade, muito embora ainda soem como ficção.
Já foi discutido aqui que a orientação das políticas econômicas atuais são nitidamente influenciadas pelos ensinamentos do planejamento central do comunismo soviético. E essa ações estão, aos poucos, acabando com a idéia de um livre mercado que remunera o bom investimento e pune ações estúpidas.
Não canso de repetir que um dos grandes responsáveis pela crise atual são os bancos centrais, em especial o Federal Reserve americano. No caso do FED, foram diretamente responsáveis por manter as taxas de juros artificialmente baixas por um período longo e também por terem, na figura do ex-presidente do FED, Allan Greenspam, recomendado a realização de hipotecas reajustáveis, pouco antes de iniciarem um processo de elevação nas taxas de juros.
Porém, o que se tem visto desde que a "crise contida" se conteve a praticamente todo o sistema de crédito, é que os burocratas se eximem da culpa, como se não tivessem nada a ver com os acontecimentos recentes. Além disso, estão convenientemente tratando de ganhar mais controle e poder.
Foi com esse sentido em mente que o secretário do Tesouro americano, Henry Paulson, ex-manda chuva do banco Goldman Sachs, anunciou a intenção de dar ao Federal Reserve mais poder.O plano por ele anunciado hoje, dispõe, dentre outras diretrizes, tornar o banco central americano em uma espécie de dono do campo e também da bola: sem autorização, ninguém vai jogar.
Basicamente o que Paulson está solicitando é que o governo conceda ao FED poderes para examinar os aspectos financeiros de QUALQUER INSTITUIÇÃO, não apenas dos bancos, bem como também obter meios para quebrar sigilos e tomar ações corretivas, quando julgar necessário.
Stalin não faria melhor.
Particularmente, sigo insistindo com os próximos "devaneios": ainda veremos um banco central global único, com uma moeda mundial única. A minha única dúvida é sob que tipo de governo esses acontecimentos se tornarão menos ficcionais.

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