Coloque-se na posição de um produtor de arroz no Rio Grande do Sul. Durante muitas safras você lutou com preços baixos e sofreu a concorrência do arroz uruguaio que entrava via Mercosul, mais barato dado o custo de produção menor (incluindo uma carga tributária menos punitiva). Você reclamou dessa situação e lhe disseram: o que fazer? São as forças do mercado global…
Aí, pelas forças do mercado, os preços sobem e ficam bons do ponto de vista do produtor. E agora não pode? Vem o governo e ameaça com restrições à exportação e controle de preços internos?
Seria a mesma violação das regras do jogo que sofrem os produtores rurais argentinos. Exportadores de carne, por exemplo, fizeram um esforço danado para cumprir as regras sanitárias internacionais, livraram-se da febre aftosa, e conseguiram colocar seu bife nos supermercados dos países ricos. Aí vem o governo Kirchner, proíbe as exportações e tabela os preços internos.
Mas e o consumidor, sobretudo o mais pobre, fica sem comer? Eis o ponto: sendo necessária a ação do governo, deve ser a de subsidiar o consumidor mais pobre, não a de azarar a vida do produtor.
Aí, pelas forças do mercado, os preços sobem e ficam bons do ponto de vista do produtor. E agora não pode? Vem o governo e ameaça com restrições à exportação e controle de preços internos?
Seria a mesma violação das regras do jogo que sofrem os produtores rurais argentinos. Exportadores de carne, por exemplo, fizeram um esforço danado para cumprir as regras sanitárias internacionais, livraram-se da febre aftosa, e conseguiram colocar seu bife nos supermercados dos países ricos. Aí vem o governo Kirchner, proíbe as exportações e tabela os preços internos.
Mas e o consumidor, sobretudo o mais pobre, fica sem comer? Eis o ponto: sendo necessária a ação do governo, deve ser a de subsidiar o consumidor mais pobre, não a de azarar a vida do produtor.

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