O presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central americano) resolveu antecipar os feriados. O Natal caiu em setembro, e também o dia de Ação de Graças: todos os investidores elevaram as mãos para o céu e agradeceram profusamente a decisão de baixar os juros em meio ponto percentual, muito mais do que os previstos 0,25 ponto percentual de queda.
Como não poderia deixar de ser, o mercado reagiu, eufórico, à mudança. Além de estimular o consumo nos Estados Unidos (que vinha dando perigosos sinais de uma desaceleração abrupta nos últimos meses), a redução das taxas facilita a rolagem das dívidas por quem comprou imóveis com hipotecas, reduz a inadimplência e diminui drasticamente a pressão de ajuste sobre os bancos. Uma diferença de 0,25 ponto percentual entre o previsto e o realizado pode parecer pequena, mas na economia americana essas pequenas margens fazem uma enorme diferença.
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