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quarta-feira, 5 de setembro de 2007

Copom pode não reduzir os juros

A ampla maioria dos analistas, quase a unanimidade, acredita que o Comitê de Política Monetária (Copom), reunido hoje, vai reduzir a taxa básica de juros de 11,5% para 11,25% ao ano.

Este é, pois, o resultado mais provável.

Mas é preciso registrar algumas ressalvas. Na última reunião, em 18 de julho, o Copom reduziu a taxa em meio ponto percentual, por uma maioria apertada de 4 votos a 3. Estes três diretores entendiam que a redução deveria ser de apenas 0,25 ponto, por causa de uma série de dados que mostravam forte aquecimento da economia (potencial fonte de pressão inflacionária).

Acontece que, da última reunião para hoje, os dados sobre aquecimento econômico foram amplamente confirmados. Além disso, a inflação corrente aumentou, assim como as expectativas para este ano. Essa expectativa, aproximando-se de 4%, ainda está abaixo do centro da meta (4,5%), mas a tendência é de alta.

Há outros fatores na direção do aquecimento da demanda. Por exemplo, o governo federal anunciou o projeto de orçamento para o ano que vem, que prevê forte aumento do gasto público.

E finalmente, tem a crise do crédito mundial, que já levou a aumento dos juros interbancários aqui no Brasil (os juros que os bancos pagam para levantar dinheiro e que são a base do custo dos empréstimos).

Continua em Blog do Sardenberg

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