Eu gostei daquele artigo no "The Economist", mais pelas indagações que delineou do que propriamente por qualquer resposta que possa ter tentado apresentar.
Ele, na verdade, comentava uma linha de pesquisa de alguns economistas que tem algo a ver com a situação presente, particularmente com a bolha do mercado imobiliário (das hipotecas, em primeira instância, e depois em todos os outros instrumentos financeiros que foram sendo construídos a partir delas, como fundos diversos, derivativos e outros), cujo impacto se alastrou para outros setores.
Em grandes linhas, ele se refere a um dos grandes problemas do universo financeiro, qual seja o da medição ou da quantificação do valor de um ativo e qual o impacto que essa avaliação possa ter sobre as decisões dos agentes econômicos.
Quanto vale, por exemplo, uma carteira de empréstimos de um banco ou de uma financeira?
Se poderia dizer que tem o valor histórico, o valor de aquisição dos títulos em carteira. Ou o valor de mercado hoje. Mas que valores são esses? Se o mercado se encontrar em expansão, especialmente se esta for rápida e acentuada, a medição pelo valor histórico fica subestimada.
Continua em Seagull Trading
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