A decisão do Copom do Banco Central de endurecer a política monetária atiçou a imaginação especulativa dos mercados de câmbio e juros futuros. Em ambos, o giro de negócios foi ontem extraordinário. À espera dos investidores estrangeiros que virão para o Brasil arbitrar diferenças cada vez maiores entre os juros externos e os internos, os locais despejaram ordens de venda de dólar.
E testaram a vontade do BC em segurar a queda. O BC não quis jogar e amplificou a derrocada da moeda: as instituições derrubaram a cotação na expectativa de que o BC iria comprar com vigor, mas no seu leilão do início da tarde aceitou apenas uma das 13 propostas encaminhadas. Sem ter para quem vender, os bancos desovaram o estoque. E o dólar fechou com pesada desvalorização de 1,91%, cotado a R$ 1,7880, menor preço desde 31 de julho de 2000. No acumulado do ano o dólar já caiu 16,33%.
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