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quinta-feira, 11 de outubro de 2007

Mantega ameaça aumentar imposto se CPMF não for aprovada

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirmou ontem que, se a prorrogação da cobrança da CPMF não passar no Senado, o governo elevará alíquotas de outros tributos e cortará recursos previstos no Plano de Aceleração do Crescimento (PAC) para os Estados. “Não tem nenhum plano B. É aprovar ou não aprovar. Se não aprovar, o plano B será fazer cortes muito importantes”, advertiu ele, deixando explícita a ameaça: “Temos vários tributos que eu não gostaria de usar, porque são piores do que a CPMF, que é universal.”

O ministro chegou até mesmo a afirmar que “provavelmente” teria de criar outros impostos para compensar a eventual perda da contribuição. Depois, esclareceu que estava se referindo somente à possibilidade de elevação de alíquotas de tributos já existentes - é que, para instituir um novo imposto, seria preciso a aprovação do Congresso.

Mantega afirmou que está disposto a negociar a desoneração da CPMF e de outros tributos, mas reforçou a necessidade de aprovação da contribuição com a manutenção da alíquota de 0,38%. “Pretendemos aprovar a emenda do jeito que se encontra, de modo a não haver diferença entre a Câmara e o Senado”, afirmou. Segundo ele, ao longo do processo de tramitação da emenda, será possível fazer uma negociação para encontrar “alguma” flexibilização - da CPMF ou de outros tributos.

Continua em Acerto de Contas

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