O ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirmou ontem que, se a prorrogação da cobrança da CPMF não passar no Senado, o governo elevará alíquotas de outros tributos e cortará recursos previstos no Plano de Aceleração do Crescimento (PAC) para os Estados. “Não tem nenhum plano B. É aprovar ou não aprovar. Se não aprovar, o plano B será fazer cortes muito importantes”, advertiu ele, deixando explícita a ameaça: “Temos vários tributos que eu não gostaria de usar, porque são piores do que a CPMF, que é universal.”
O ministro chegou até mesmo a afirmar que “provavelmente” teria de criar outros impostos para compensar a eventual perda da contribuição. Depois, esclareceu que estava se referindo somente à possibilidade de elevação de alíquotas de tributos já existentes - é que, para instituir um novo imposto, seria preciso a aprovação do Congresso.
Continua em Acerto de Contas
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