CESP3 - Cesp ON
Quebrando a sequência em ordem alfabética, trago para avaliação dos senhores o cenário da Companhia Energética de São Paulo - CESP.
Há muito vem se fando em venda dos ativos em posse do governo do estado de SP. Noticiaram, inclusive, que o Citibank já foi contratado para acelerar esta operação. Ações em carteira que seriam pulverizadas em ofertas para atrair outros acionistas minoritários (embora quem geralmente fica com o "grosso" são sempre os estrangeiros). Incluem-se também neste rol os papéis da Sabesp. mas já que estamos considerando aspectos técnicos e fundamentalistas, os números da CESP chamam atenção.
Há muito vem se fando em venda dos ativos em posse do governo do estado de SP. Noticiaram, inclusive, que o Citibank já foi contratado para acelerar esta operação. Ações em carteira que seriam pulverizadas em ofertas para atrair outros acionistas minoritários (embora quem geralmente fica com o "grosso" são sempre os estrangeiros). Incluem-se também neste rol os papéis da Sabesp. mas já que estamos considerando aspectos técnicos e fundamentalistas, os números da CESP chamam atenção.
Como para as ações ordinárias da cia. não pode haver uma análise técnica confiável, em vista da sua baixíssima liquidez (o seu rumo, neste momento deve ser mais fruto de decisões políticas e jurídicas), primeiramente vou compartilhar um gráfico comparativo entre o seu desempenho e o do Ibovespa:
Vejam que ela ficou bem para trás e não acompanhou a valorização do índice! Agora - o mais incrível - atente para alguns números da empresa. Como é praxe no mercado as empresas trabalharem com múltiplos, a primeira coisa que salta aos olhos é o fato do valor patrimonial da ação (R$31,36) estar abaixo das suas cotações em mercado (hoje em torno de R$26). Para uma empresa que até pouco tempo atrás tinha um PL negativo, os números atuais (PL= 86) não chegam a assustar. Mas o V/VP abaixo de 1, indica que ela está sub-avaliada na bolsa, e ninguém (ainda mais se tratando de um governo chefiado por partido favorável às privatizações) vai se desfazer de um ativo por menos do que vale. Mesmo (ou principalmente) os políticos, não jogam dinheiro fora. Na pior das hipóteses vai para os seus bolsos - e aí é que está o perigo! A questão de manterem ou não o controle é que ainda não parece definida.

Continua em LB - Lucrando na Bolsa

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