Mas foi marketing
Um resumo sobre as circunstâncias em torno do anúncio do megacampo de petróleo Tupy, na semana passada. Trata-se de um resumo baseado no que saiu na mídia e, especialmente, em conversas com especialistas:
1. de fato, já se conhecia o campo há mais de dois anos, pelo menos; e já se sabia que era promissor.
2. mas há novidades agora – são novas as conclusões da pesquisa depois da perfuração do segundo poço, este o avanço de dois anos para cá.
3. assim, o anúncio da semana passada não foi apenas uma jogada de marketing; havia conteúdo na informação.
4. o momento do anúncio, porém, é marketing; o governo Lula tratou de produzir uma boa notícia para tentar apagar duas más notícias: a) o “probleminha” do gás, o primeiro sinal de que há falhas na infra-estrutura de energia pelo menos nos próximos quatro anos, o que poderá trazer escassez e certamente trará aumento de preços; b) o balanço da Petrobrás no terceiro trimestre, com resultados considerados muito ruins (queda de 22% do lucro líquido, para R$ 5,528 bilhões, sobre o mesmo período de 2006), que teria de ser divulgado na última sexta.
5. a exploração daquele óleo (a 7 mil metros de profundidade) exige novas tecnologias, mas já há lugares, em outros países, em que se produz naquela profundidade.
6. de todo modo, exigirá montanhas de investimentos; se o governo quiser acelerar a exploração, precisará atrair outras empresas, nacionais e estrangeiras, pois a Petrobrás, por maior que seja, não tem os capitais nem o pessoal necessário para tamanho esforço.
7. o especialista Giuseppe Bacocolli, da Coppe/UFRJ, disse em entrevista na CBN que o óleo de Tupy vai sair caro; mas será lucrativo com o preço do petróleo a mais de 30 dólares o barril (está em torno dos 100 dólares, pode cair, mas ninguém imagina que chegue aos 30).
Um resumo sobre as circunstâncias em torno do anúncio do megacampo de petróleo Tupy, na semana passada. Trata-se de um resumo baseado no que saiu na mídia e, especialmente, em conversas com especialistas:
1. de fato, já se conhecia o campo há mais de dois anos, pelo menos; e já se sabia que era promissor.
2. mas há novidades agora – são novas as conclusões da pesquisa depois da perfuração do segundo poço, este o avanço de dois anos para cá.
3. assim, o anúncio da semana passada não foi apenas uma jogada de marketing; havia conteúdo na informação.
4. o momento do anúncio, porém, é marketing; o governo Lula tratou de produzir uma boa notícia para tentar apagar duas más notícias: a) o “probleminha” do gás, o primeiro sinal de que há falhas na infra-estrutura de energia pelo menos nos próximos quatro anos, o que poderá trazer escassez e certamente trará aumento de preços; b) o balanço da Petrobrás no terceiro trimestre, com resultados considerados muito ruins (queda de 22% do lucro líquido, para R$ 5,528 bilhões, sobre o mesmo período de 2006), que teria de ser divulgado na última sexta.
5. a exploração daquele óleo (a 7 mil metros de profundidade) exige novas tecnologias, mas já há lugares, em outros países, em que se produz naquela profundidade.
6. de todo modo, exigirá montanhas de investimentos; se o governo quiser acelerar a exploração, precisará atrair outras empresas, nacionais e estrangeiras, pois a Petrobrás, por maior que seja, não tem os capitais nem o pessoal necessário para tamanho esforço.
7. o especialista Giuseppe Bacocolli, da Coppe/UFRJ, disse em entrevista na CBN que o óleo de Tupy vai sair caro; mas será lucrativo com o preço do petróleo a mais de 30 dólares o barril (está em torno dos 100 dólares, pode cair, mas ninguém imagina que chegue aos 30).
Blog do Sardenberg
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