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sexta-feira, 2 de novembro de 2007

A mancada da GAP

Dias atrás, o jornal inglês The Observer publicou uma matéria relatando que a americana Gap contratava uma tecelagem indiana que empregava trabalho infantil. De acordo com a matéria, havia na fábrica crianças de 10 anos de idade que trabalhavam praticamente como escravas.

A presidente da GAP, Marka Hansen, rapidamente colocou uma mensagem no site da empresa (leia aqui), pedindo desculpas aos clientes e prometendo providências. Marka disse também que de alguma maneira foi bom que o problema tivesse vindo à tona. Assim, a empresa poderia intensificar ainda mais o trabalho de inspeção dos seus fornecedores -- um movimento que, segundo ela, a empresa já havia começado a fazer.

Eu achei essa explicação quase engraçada. Quer dizer que é preciso a publicação de uma matéria para que a empresa faça algo obrigatório, como fiscalizar seus fornecedores? Será que os executivos da GAP nunca ouviram falar de empresas como Mattel, Wal-Mart e Nike, que tiveram problemas gigantescos por não acompanhar de perto o que os fabricantes de seus produtos estavam fazendo?

Pedir desculpas pelo erro é uma atitude louvável, claro. Mas melhor ainda é levar a terceirização a sério e fiscalizar de verdade os fornecedores. Com o mundo cada vez mais plano e a produção cada vez mais dispersa pelo planeta, ter políticas rigorosas de controle de fornecedores está se tornando vital para as empresas. Além de garantir a qualidade dos produtos, essa políticas podem evitar grandes problemas de imagem como o que a GAP enfrenta agora.

Por Dentro das Empresas

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