Não é por nada, não, mas faz tempo que a gente vem dizendo aqui que esses negócios com o companheiro Hugo Chávez eram mais do que duvidosos.
O governo brasileiro foi se metendo em uma série de projetos, mais por razões políticas (a tal diplomacia Sul-Sul) do que técnicas e econômicas.
Pelo mesmo motivo, a Petrobrás engoliu em seco quando Chávez mudou as regras de exploração em campos de petróleo, impondo prejuízos à Petrobrás, assim como a outras multinacionais.
Depois, o governo Lula foi se envolvendo com a PDVSA de Chávez em novos projetos de exploração de gás e petróleo, em campos novos, tentando combinar isso com projetos aqui no Brasil, como a refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco, (que seria alimentada com óleo venezuelano) e o fantástico megagasoduto do sul, que levaria o gás da Venezuela até a Argentina, cruzando o Brasil inteiro, inclusive a Amazônia.
Bom que se diga que o pessoal da Petrobrás sempre desconfiou disso tudo. Agora, está tudo afundando. A Petrobrás já desistiu do gás venezuelano de Mariscal Sucre, admite que tem problemas também na exploração do petróleo de Carabobo, o tal que abasteceria a refinaria de Pernambuco, aliás já lançada duas vezes pelo presidente Lula.
E o megagasoduto, quanto o senhor e a senhora apostariam?
Blog do Sardenberg
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