A cada ano as faculdades brasileiras formam 30 000 engenheiros. Na China são 1,5 milhão de alunos formados em engenharia anualmente -- 50 vezes mais que no Brasil. Os números são da SAE Brasil (Sociedade de Engenheiros da Mobilidade), entidade mantida principalmente por empresas da indústria automotiva. O presidente da SAE, Vilmar Fistarol (que é também diretor da Fiat), me disse esta semana que a falta de engenheiros já é um dos entraves para o setor. Com a expansão da indústria -- em 2007 serão vendidos só no mercado interno 2,4 milhões de veículos, um recorde histórico -- esse "apagão" de talentos começa a preocupar montadoras e fornecedores. Para tentar minimizar o problema, a SAE está colocando em prática um novo programa de "recrutamento", que prevê o contato da entidade com escolas de ensino médio. O objetivo, claro, é convencer os jovens a seguir a carreira de engenharia. Além disso, a SAE pretende reforçar a atuação em universidades. Hoje, milhares dos engenheiros recém formados trocam a carreira por empregos em bancos de investimentos e fundos de private equity.
Por Dentro das Empresas
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