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segunda-feira, 12 de novembro de 2007

A Petrobras e o game


Quero partilhar com vocês um e-mail que recebi de um leitor/ouvinte na sexta-feira. Vou publicar apenas parte do texto para preservar o anonimato, pois não recebi a autorização para revelar o nome dele.

Tenho colecionado histórias de relacionamentos de pais, filhos e dinheiro e esta passou a figurar entre as que mais gosto.

“Abaixo, queria compartilhar com você e-mails que troquei com meu filho de 11 (onze) anos hoje. O contexto era que ele queria um game de computador, no valor de R$ 300,00. Isso foi há cerca de um mês. Claro que "eu deveria comprar o game para ele, outra opção não seria justa!" Um pré-adolescente típico, enfim. Ante a minha recusa, ele quis decidir por fazer sua compra com "seu dinheiro", pois o avô havia feito uma poupança para ele, já perfazendo o montante era de R$ 2000,00. Não só impedi que ele desfizesse esse mini-patrimônio por motivo torpe :-) como sugeri que começasse a ler o Caderno de Economia do Estadão e matérias selecionadas por mim do Valor (algumas suas, inclusive). Se ele pensasse em uma forma de ganhar dinheiro com isso, tudo bem. Diminuir o patrimônio, não. Ele interessou-se por mercado de ações e passou a acompanhar sua evolução (nada como a impaciência somada à curiosidade). Então decidiu por comprar ações da Petrobras (Petr4), isso há dois dias (o papel estava a R$ 70,20), achando que as ações da Petrobras deveriam subir por conta daviagem do Lula à Bolívia (fariam um acorda, haveria mais gás no Brasil e, portanto, mais lucros para os acionistas, simples assim!. O resultado está abaixo (!) e agora, no fim de semana, ele vai poder ter o tal game."

CBN Blog - Mara Luquet

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