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segunda-feira, 5 de novembro de 2007

Produção industrial checa tese do Copom

Análise

por Luiz Sérgio Guimarães
do Valor Econômico

O comportamento dos mercados brasileiros em novembro dependerá mais da reação que os investidores estrangeiros tiverem em relação aos indicadores sobre a economia americana do que dos dados sobre a inflação e a atividade domésticas.

Isso porque não há informação nenhuma, por mais otimista que seja, capaz de persuadir o Copom do Banco Central (BC) a diminuir o prazo de vigência de sua ” pausa monetária ” e voltar a cortar a Selic já na reunião de 5 de dezembro.

Mesmo se o IPCA - o índice oficial de inflação que serve de referência para o sistema de metas de inflação - referente a outubro, que será divulgado na quarta-feira, vier muito abaixo das previsões dos analistas, cujo consenso é de uma alta de 0,21%, nem assim o Copom irá se convencer do equívoco cometido com a interrupção do ciclo de cortes da Selic num momento de derrocada assustadora do dólar e de perda de vigor da indústria. O principal dado industrial será divulgado amanhã.

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