... Dezembro começou para os mercados do mesmo jeito como terminou novembro: com risco de volatilidade e cautela de sobra, para não deixar dúvidas de que as turbulências no mercado imobiliário americano ainda podem continuar avançando o calendário por um bom tempo. O pior da história é que, mesmo com o FED na retaguarda, oferecendo toda a segurança de que agirá (leia-se baixará o juro) para evitar que a economia evolua para um quadro recessivo, já nesta segunda-feira os mercados em NY não deram grandes demonstrações de que se satisfarão só com estas garantias. Querem é ver o fim da crise.
... Só que não é de hoje que tem muita gente dizendo que ela, a crise, ainda pode ir longe, o que leva os investidores a especularem até quando o FOMC terá bala para gastar.
... Da agenda de hoje, felizmente, não vem perigo, com as vendas semanais do comércio varejista (REDBOOK), às 11h55. Mas até sexta-feira, quando saem os dados do PAYROLL em novembro, difícil vai ser os negócios conseguirem baixar a guarda. É verdade que uma queda do juro dos EUA este mês (a última do ano) já está dada. A maior dúvida fica agora para a extensão do ciclo de desaperto monetário, que pode invadir 2008.
AQUI, o mercado segue convencido de que o COPOM só voltará a baixar o juro lá pelo segundo trimestre do ano que vem, ainda mais diante da expectativa de que a atividade econômica continue mostrando vigor. Hoje, a CNI divulga às 11h a pesquisa de indicadores industriais em outubro. Saem ainda os números da FENABRAVE no período.
... Para o veredicto da SELIC amanhã (quarta-feira), a aposta numa parada estratégica, com placar unânime pela estabilidade, trava os vencimentos mais curtos dos juros futuros na BM&F. Já os mais longos ainda operam sob pressão, embutindo não só a piora no cenário externo, mas também a resistência enfrentada pelo governo na área fiscal, diante da dificuldade de fechar com a oposição um acordo de prorrogação da CPMF até 2011.
... Ainda no front político, será aberta hoje a sessão de julgamento que decidirá o futuro do presidente licenciado do Senado, Renan CALHEIROS. O voto será secreto.
Continua em Bom Dia Mercado
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