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sábado, 1 de dezembro de 2007

A primeira regra do pânico

Diz um velho dito que a primeira regra do pânico é "se tiver que entrar em pânico, o faça antes das outras pessoas". Nas últimas semanas essa tem sido uma lição valiosa.

O Citigroup deve pensar assim.

Ou pelo menos é a leitura que se pode fazer de sua recente atitude com relação da venda de 4,9% da empresa para o sovereign fund Abu Dhabi Investment Authority (ADIA), em troca de uma infusão de capital de 7,5 bilhões de dólares. Os detalhes da negociação não mostram nada menos que desespero, pois o fundo de Abu Dhabi além de levar quase 5% de um dos maiores bancos do mundo, ainda receberá ações convertíveis que pagarão um dividendo de 11% ao ano, praticamente o dobro do que recebem até então os acionistas comuns do banco. Por essa conta, descontando o rendimento de 11% anual, por dois anos, percebe-se, então, que o valor correto da transação é de 5,7 bilhões de dólares. O valor de mercado da empresa no último trimestre estava em 165 bilhões. 5% desse valor daria algo em torno de 8 bilhões. A que se deve esse 'desconto' concedido ao governo de Abu Dhabi?

Prossegue em Cinco Pesos de Dois Quilos

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