As empresas do setor têxtil têm convivido com duplo desafio: manter a competitividade com o real apreciado e driblar a concorrência chinesa, em outros países e no mercado doméstico. O preço tem sido apenas parte da estratégia, que inclui foco nos bens de maior valor agregado na exportação e escala na produção interna.
A Karsten, que desde o ano passado direciona esforços para crescer no mercado interno, reduziu bastante a fatia das exportações no faturamento. A empresa vendia cerca de 40% da produção ao mercado externo, mas deve encerrar o ano com uma fatia de 18%.
De acordo com Luciano Eric Reis, presidente da Karsten, para os clientes que foram mantidos a empresa teve que reajustar preços para "conter o comportamento errático do câmbio" e ter algum resultado nas operações. Foram necessários dois reajustes de preços em dólar, um entre janeiro e fevereiro, e outro no meio do ano. Segundo Reis, a média de reajuste ficou em 16%, mas houve casos de até 28%. "Não era mais possível compensar a situação do câmbio apenas com redução de custos na empresa."
Continua em Palpite Ações
A Karsten, que desde o ano passado direciona esforços para crescer no mercado interno, reduziu bastante a fatia das exportações no faturamento. A empresa vendia cerca de 40% da produção ao mercado externo, mas deve encerrar o ano com uma fatia de 18%.
De acordo com Luciano Eric Reis, presidente da Karsten, para os clientes que foram mantidos a empresa teve que reajustar preços para "conter o comportamento errático do câmbio" e ter algum resultado nas operações. Foram necessários dois reajustes de preços em dólar, um entre janeiro e fevereiro, e outro no meio do ano. Segundo Reis, a média de reajuste ficou em 16%, mas houve casos de até 28%. "Não era mais possível compensar a situação do câmbio apenas com redução de custos na empresa."
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