Plus500

sexta-feira, 14 de dezembro de 2007

Ver para crer

Postado por Carlos Alberto Sardenberg

O ministro Guido Mantega declarou o que deveria ter declarado: as metas fiscais estão mantidas e serão preservadas de qualquer rearranjo do orçamento do governo federal, após a perda da CPMF.

A principal meta fiscal é a redução da Dívida Líquida do Setor Público (DLSP) na sua relação com o Produto Interno Bruto. É o principal indicador de estabilidade.

Hoje, a DLSP equivale a cerca de 43% do PIB e está em queda (era de 47% em 2004). É meta do governo aumentar o ritmo de redução.

Faz isso com o superávit primário – a economia nas despesas de pessoal, previdência, pessoal e custeio, para pagar a conta de juros.

Mantega disse que o superávit está mantido. Logo, a base macroeconômica não será afetada.

Sem problemas, portanto?

Mais ou menos – o ministro Mantega não é figura forte, nunca exerceu liderança nos meios econômicos e sua força atual decorre só da condição de ministro, abalada pela derrota da CPMF e pela inexistência de um Plano B.

Ou seja, o mercado ouve suas palavras, gostou do que ouviu, mas vai esperar para ver, em posição de alerta.

Leia mais no Blog do Sardenberg

Nenhum comentário: