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sábado, 5 de janeiro de 2008

Compensação pela perda da CPMF

Bancos se acham injustiçados, mas ainda não sabem como retaliar

Imagem: Animar

Ao final da coletiva de hoje (ver alguns posts abaixo), conversei com o superitendente da Caixa Econômica Federal, Alex Norat. Como todos nós correntistas sabemos, a Caixa e o Banco do Brasil são instituições públicas mais juram que são privadas e praticam as mesmas taxas e pensam sob a mesma lógica dos colegas de ‘mercado’. Pois bem. Aproveitei para perguntar a Norat sobre o posicionamento dos bancos a respeito das medidas de compensação que o Governo Lula tomou por causa do fim da CPMF.

Ele me disse que o aumento de 0,38% em cima do Imposto sobre Operações Financeira, o IOF, nada incomodava os banqueiros. Esse imposto já é cobrado diretamente do cliente e assim continuará sendo. Já o aumento de 9% para 15% na Contribuição Sobre o Lucro Líquido dos bancos, a CSLL, incomodou.

“A opinião da Febraban [Federação Brasileira dos Bancos] é que esse aumento foi injusto. O problema é que existe uma percepção de que os bancos lucram demais. Se pegarmos os dados de 2007, vamos ver que o setor financeiro foi apenas o nono em lucratividade sobre o patrimônio líquico. A Petrobras e a Vale do Rio Doce lucraram bem mais”, disparou.

Perguntei ainda qual as medidas que os bancos tomarão para reaver essas perdas, se haveria aumento nas tarifas, por exemplo.

“Ainda é cedo para dizer. O setor está muito competitivo. Quem elevar tarifas agora, pode perder clientes para a concorrência. Está todo mundo esperando para ver quem vai ser o primeiro a se movimentar.”

Então, tá!

Acerto de Contas

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