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sábado, 19 de janeiro de 2008

Desaceleração nos EUA terá impacto em emergentes, diz Bird

do Estadão

O presidente do Banco Mundial, Robert Zoellick, descartou a tese de que os mercados emergentes estão “descolados” dos EUA e previu que a desaceleração da economia norte-americana terá, conseqüentemente, impacto global.Em evento patrocinado pelo Clube Econômico de Washington, Zoellick respondeu perguntas e reconheceu que os mercados emergentes tiveram desempenho melhor que o esperado em meio à crise global de crédito, mas disse também que as perspectivas continuam incertas. “Acredito que terá impacto”, afirmou, em referência à desaceleração nos EUA.

Por outro lado, Zoellick disse que o forte crescimento da China e da Índia são sinais de que a globalização está mudando as interconexões entre as economias. “O mundo não está descolado, mas acredito que provavelmente continuaremos vendo crescimento no mundo em desenvolvimento mesmo com algumas incertezas no mercado nos EUA”, afirmou.

Quando questionado sobre os recentes problemas no Banco Mundial - o ex-presidente do banco, Paul Wolfowitz, deixou o cargo no ano passado após controvérsia que envolvia sua namorada -, Zoellick disse que a instituição está no caminho de recuperação da credibilidade. Mas acrescentou que as pessoas “não devem subestimar as dificuldades daquele período de revolta”.

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