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sexta-feira, 11 de janeiro de 2008

IPCA pode favorecer Selic estável. NY comemora Fed de atitude

... Veio do jeito que o mercado gosta o discurso de BERNANKE na tarde de ontem: direto ao ponto e botando pilha nas apostas de que o FED possa dar logo meio ponto de corte no juro agora em janeiro, para começar 2008 sem crise de credibilidade. Embora sempre exista o risco de NY mudar de idéia e ver na sinalização do FOMC a prova concreta de que é muito grave a crise, pelo menos ontem, as bolsas decidiram subir, satisfeitas com a indicação de que ainda podem contar com o seu melhor aliado contra as turbulências.

... Depois do chefe, hoje é a vez de falarem outros dois FED boys: Frederic MISHKIN, às
15h45, sobre flexibilidade da política monetária, além de Eric ROSENGREN, às 16h.

... Da agenda de indicadores, não vem maior perigo. Às 11h30, a previsão é de que a balança comercial de novembro dos EUA registre um déficit de US$ 59,75 bilhões. No mesmo horário, saem ainda os preços das importações em dezembro, que devem subir 0,25%. À tarde (17h), as contas do governo devem ficar em US$ 50,5 bilhões (dezembro).

AQUI, às 9h, o IPCA de dezembro tem tudo para fortalecer a expectativa de estabilidade (no mínimo) na SELIC. Pelo AE Projeções, a inflação deve mostrar alta entre 0,68% e 0,82%, bem acima de novembro (+0,38%). A mediana está em 0,75%. Para o acumulado de 2007, a projeção é de que tenha fechado entre 4,41% e 4,54% (mediana em 3,14%), bem próximo à meta (+4,5%), graças aos preços controlados durante o primeiro semestre.

... Também os núcleos do IPCA devem revelar maior pressão. Pelo critério de médias aparadas com suavização, o core deve subir de 0,35% a 0,44%. Sem suavização, de 0,44% a 0,5%. Já o núcleo por exclusão deve ficar entre 0,55% e 0,71%.

... Antes do dado do IBGE, às 8h, o mercado deve observar a primeira prévia do IGP-M de janeiro, que já pode mostrar desaceleração, para 0,50% a 0,89% (mediana em 0,6%).

... Antecipando um IPCA elevado e embutindo ainda os perigos de um APAGÃO ELÉTRICO este ano, os JUROS FUTUROS voltaram às máximas a poucos minutos do fechamento do pregão. Já o DÓLAR só quis saber de cair, ainda mais depois de a BOVESPA ter reconquistado a marca dos 63 mil pontos, ajudada por NY e pela TELEMAR (OI), que após muito bafafá, acabou confirmando negociações para a compra da BRT.

... Apesar do cenário externo favorável para os negócios nesta quinta-feira, tem muita água ainda para rolar. Na semana que vem, nos EUA, cinco grandes bancos devem divulgar os resultados do quarto trimestre de 2007. Além disso, ainda tem a inflação ao consumidor (CPI), na quarta-feira, e os preços ao produtor (PPI), um dia antes.

OI, tudo Ben?

... Mesmo antes de Ben BERNANKE falar, quem já mostrava vigor e impulsionava a bolsa era a OI, para ver como o dia prometia mesmo ser positivo por aqui. O pronunciamento do presidente do FED autorizou a consolidação do movimento positivo do IBOVESPA, que fechou o dia em alta de 1,34%, aos 63.515,5 pontos, após oscilar entre a mínima de 62.594 pontos (-0,13%) e a máxima de 63.615 pontos (+1,5%). Dando consistência à alta, o volume negociado engrossou e somou R$ 6,775 bilhões. Com o desempenho de ontem, as perdas acumuladas em janeiro e no ano foram reduzidas para 0,58%.

... No front das teles, um desfecho para os conflitos societários é, há anos, aguardado pelo mercado. Depois de especulações e negativas, a OI assumiu publicamente a negociação para compra da BRASIL TELECOM, o que elevou o preço dos papéis da ex-TELEMAR a níveis históricos. A ação PN subiu 13,60%, enquanto as ações ON avançaram 10,45%, no primeiro e segundo lugar das altas do IBOVESPA. O volume financeiro de TELEMAR PN foi o terceiro maior do pregão, com R$ 479,531 milhões, atrás de VALE e PETROBRAS.

Continua em Bom Dia Mercado

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