... A Casa Branca esperou as bolsas fecharem em WALL STREET para anunciar que o presidente BUSH estuda um pacote de estímulo econômico para tirar os EUA do fio da navalha, diante das ameaças de uma possível RECESSÃO, em meio à crise do SUBPRIME e a arrancada do PETRÓLEO. Segundo a secretaria de imprensa, uma decisão sobre a eventual adoção de um plano de medidas não sairá antes do dia 28. Enquanto isso, o presidente ouve conselheiros econômicos. De qualquer maneira, a simples sinalização de que o mercado não está sozinho para matar seus leões já ajuda a aliviar as tensões e pode repercutir positivamente na abertura dos negócios hoje.
... Com alguma boa vontade, o socorro da cavalaria americana pode até mesmo reduzir os temores de que venha fraco o PAYROLL hoje, às 11h30. A previsão média é de criação de 50 mil postos de trabalho em dezembro nos EUA, abaixo de novembro (+94 mil). A taxa de desemprego deve subir para 4,8% e o salário para por hora, +0,3%. Lembrando que sempre existe a chance de os números anteriores serem revisados, para o bem ou mal.
... Embora não se posso confiar 100% nas indicações da pesquisa ADP, mesmo porque ela só leva em conta as vagas de emprego no setor privado, o levantamento serviu de alívio ontem, ao apontar que foram criados 40 mil novos postos, acima do previsto (30 mil).
... A agenda de indicadores econômicos ainda prevê para hoje, às 13h, o ISM de serviços, com previsão de queda para 51,5 em dezembro. As novas encomendas devem cair para 50, os preços pagos, para 65, enquanto o emprego deve registrar recuperação para 51.
... Tem que reservar alguma atenção também na parte da tarde para o discurso do vice do FED, Donald KOHN, às 14h15, sobre "conhecimento especializado e política macroeconômica". Desde já, vale anotar na agenda que BERNANKE, que não fala desde o final de novembro, marcou discurso para o dia 10 em almoço com o setor financeiro.
AQUI, o destaque é a inflação. À primeira hora do dia, a FIPE divulga o IPC de dezembro. Economistas ouvidos pelo AE-Projeções esperam taxa entre 0,72% e 0,95%, com mediana em 0,88%. Para 2007 todo, a expectativa é de um resultado de 4,27% a 4,53% (mediana em 4,45%), superando de longe o observado em 2006, quando subiu 2,55%.
... No rescaldo do pacote fiscal, o ministro Paulo BERNARDO (Planejamento) disse que o governo não aumentará gastos antes de equilibrar o Orçamento deste ano. A declaração teria atendido a uma exigência do presidente LULA, insatisfeito com o fato de MANTEGA não ter enfatizado o corte de despesas na coletiva de quarta-feira. Dizem as más línguas que a derrota da prorrogação da CPMF marcou um enfraquecimento político do ministro da Fazenda, que já estaria demissionário. Mas por enquanto, o mercado não pôs no preço.
Continua em Bom Dia Mercado
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