... Os picos de adrenalina desta semana começam desde cedo, já daqui a pouco, às 9h, quando o IBGE divulga a PRODUÇÃO INDUSTRIAL de novembro. O dado pode até cair (por questão de calendário, já que a indústria fechou para três feriados), mas dificilmente convencerá o mercado a retomar as apostas numa queda da SELIC no curto prazo. Além da atividade, também a inflação domina a cena pelos próximos dias, com destaque para o IPCA de dezembro na sexta-feira. De NY, toda atenção é pouca com o discurso do presidente do FED, Ben BERNANKE, na quinta-feira. Tomara fale de política monetária.
... Passado o PAYROLL fraco, que infernizou a vida das bolsas na sexta-feira e não deixou dúvidas sobre um corte de juro pelo FED este mês, a agenda de indicadores é menos importante esta semana. Destaques vão para os dados de vendas pendentes de imóveis residenciais usados de novembro amanhã (terça-feira), os estoques de petróleo (quarta-feira) e o déficit comercial (novembro), na sexta-feira. Nenhum indicador sai hoje nos EUA.
... Volatilidade adicional nos negócios ainda está garantida para esta semana com o início da safra de BALANÇOS, que será aberta oficialmente pela ALCOA na quarta-feira. Como desde já está todo mundo contando com uma temporada mais fraca, pelo menos, vai ser mais difícil de os resultados decepcionarem. Na quinta-feira, as redes varejistas dos EUA divulgam as vendas de dezembro nas lojas abertas há mais de um ano. Embora o movimento do comércio tenha decepcionado no Natal, existe a esperança de que as compras de última hora e as trocas dos vales-presente tenham dado um gás nos gastos.
... Na EUROPA, é quinta-feira o dia quente, com dobradinha de política monetária. A expectativa é de que o BC mantenha o juro em 4% e que o BC inglês conserve sua taxa em 5,50%, embora alguns economistas apostem numa zebra, com queda de 25 pontos.
AQUI, desde que a inflação voltou à ordem do dia, cresceram as apostas de um BC mais conservador daqui para frente. É com base nesta expectativa que, na pesquisa FOCUS (8h30) de hoje, os analistas acreditam em uma nova rodada de alta na projeções para a SELIC no final do ano. Para o IPCA, a grande parte dos ajustes em alta já parece ter sido esgotada, mas é claro que sempre pode sobrar algum resquício de correção.
Continua em Bom Dia Mercado
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