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quarta-feira, 9 de janeiro de 2008

Uma ameaça para a Coca-Cola

Um grupo de ativistas promete tornar inesquecível o primeiro dia de trabalho do novo CEO da Coca-Cola, Muhtar Kent, que assume o cargo em julho. Os veteranos do mercado de relações públicas Mark DiMassimo e Eric Yaverbaum prometem entregar para Kent m seu primeiro dia como CEO nada menos que 1 milhão de garrafas de água de plástico vazias. A iniciativa faz parte de uma campanha batizada pela dupla de "Tappening", que pretende estimular os consumidores a tomar água de filtros e torneiras em vez de beber água engarrafada. Por quê? As embalagens são um estorvo para o meio ambiente.

Embora à primeira vista a idéia dos ativistas pareça um tanto bizarra, acho que ela ilustra bem um desafio que um número cada vez maior de empresas terá pela frente. Como se adequar às novas exigências de consumidores preocupados com a tal sustentabilidade? Olha, confesso que até uns dois anos atrás eu torcia o nariz cada vez que escutava essa palavra. Para mim, isso não passava de delírio de ecochatos. Nos últimos tempos, porém, foi ficando claro que a sustentabilidade vai muito além de práticas "politicamente corretas" ou de devaneio hippie. O assunto está diretamente ligado à sobrevivência das empresas. Veja o caso da Coca-Cola. Para compensar a estagnação mundial do consumo de refrigerantes, a Coca (e a rival Pepsi) tem apostado em bebidas como águas, sucos e chás. Em outras palavras, seu crescimento tem vindo muito mais de bebidas que não fazem parte do negócio "principal". Um movimento como o capitaneado pela dupla de RPs para desacelerar o consumo de água engarrafada pode realmente ter impacto negativo para a Coca. A pergunta agora é: o que a empresa pode fazer para não ser afetada?

Se quiser saber mais sobre o movimento "Tappening", dê uma olhada no site.

Por Dentro das Empresas

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