Um professor de Estatística que tive na PUC-Rio me ensinou uma coisa que jamais esqueci:os números não mentem, mas se você torturá-los da maneira corretam, eles confessam o que você quiser.
Ontem o IBGE divulgou estu’do sobre os Indicadores Sociais de 2007. É claro que toda vez que isto acontece, aparece meia dúzia de economistas dando declarações, grande parte sem conseguir enxergar nada além da tabela que é divulgada.
Veja o caso de Marcelo Neri, um economista bem conhecido da FGV, que normalmente apresenta trabalhos sobre distribuição de renda e pobreza.
Hoje o Estadão divulgou uma matéria (leia aqui) sobre os dados do IBGE. Divulgamos inclusive aqui, que o aumento na esperança de vida foi significativo nos últimos 10 anos (3 anos e seis meses a mais de vida em média), e que Pernambuco era um dos piores do Brasil.
Você pensa logo, que beleza, a população está vivendo mais, é óbvio. Não precisa ser economista nem entender de números para observar isso.
Mas eis que aparece Marcelo Neri, com a seguinte declaração: “Estamos tratando os idosos como em países europeus, sem haver renda para isso, e os jovens como em realidades africanas”.
O presidente do IBGE, mais sensato, afirmou que a melhoria das políticas para o idoso, em particular o aumento do salário mínimo, aumento a qualidade de vida desta parcela da população, aumentando a expectativa de vida.
Continua em Acerto de Contas

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