Semana de forte correção nos mercados mundiais. O Ibov perdeu 5,63% e o Dow 1,49%.
Tivemos logo na terça feira a divulgação da ata da última reunião do Federal Reserve , quando o banco central americano cortou 0,25% da taxa básica de juros. Os membros do Fed mostraram preocupação com as perdas ligadas ao mercado de crédito e uma projeção menor de crescimento econômico. Além disso, afirmaram que o corte na taxa não foi fácil. Deixando a impressão que as preocupações inflacionarias, continuam tirando o sono das autoridades monetárias americanas.
A projeção de crescimento da economia americana para o próximo ano, caiu bastante. Dos 2,5% a 2,75% projetado em Junho deste ano, passou para 1,8%.
Em relação aos mercados financeiros , a análise do Fed é de que eles ainda estão “frágeis”, indicando preocupação com “perdas inesperadas e não usuais” que estão sendo anunciadas, o que pode reduzir a confiança dos investidores e elevar os riscos de problemas para a economia.
Interessante e até certo ponto curiosa, foi a análise feita por economistas da Merrill Lynch. “Apesar de diversos diretores tentarem afirmar que o mercado não irá ditar o rumo da política monetária, o Fed tem cuidado e respeita o que o Sr. Mercado tem a dizer, a ponto de repetir a palavra ‘mercado’ 46 vezes na ata”.
O certo é, que mais uma vez, a decisão do Fed no mês de Dezembro, estará cercada por expectativas.
A semana se encerrou com o Black Friday, data em que tem início a temporada de compras de final de ano nos EUA. Apesar da conotação negativa que pode vir a ter aqui no Brasil, o Black Friday tem um significado positivo para o comércio americano. Nesta data, os grandes varejistas saem do vermelho para o preto (aqui no Brasil é usado o azul). Ou seja, começam os grandes lucros provenientes das festas de final de ano.
A sexta-feira mostrou um bom apetite para o consumo. Até terça ou quarta-feira o Wall Mart (maior rede varejista americana) apresenta os números de vendas do Black Friday. A performance das vendas neste final de semana será um importante indicador sobre os rumos da economia dos EUA, no curto prazo. Afinal de contas, o consumo representa aproximadamente dois terços do crescimento PIB americano.
Para a última semana de novembro, as atenções estarão voltadas nos EUA para os dados do PIB (Produto Interno Bruto), da inflação e do setor imobiliário.
No cenário nacional, a ênfase fica para o IGP-M (Índice Geral de Preços-Mercado) referente ao mês de novembro e às Notas de Política Monetária e Fiscal do Banco Central.
Vejam o vídeo em CHR Investor

Nenhum comentário:
Postar um comentário