Sobre os dados de emprego e renda divulgados pelo IBGE:
A geração de empregos vai razoavelmente bem. Na comparação mês/mesmo mês do ano anterior, o número de pessoas trabalhando tem aumentado entre 2,5% e 3% - e isso há quase dois anos. Já a renda real média e a massa real de rendimentos (o total dos vencimentos pagos) estão desacelerando.
De outubro do ano passado até maio último, a renda real média (total dos rendimentos pagos dividido pelo número de pessoas trabalhando, descontada a inflação) vinha crescendo entre na média de 5% ao ano. Desacelerou - e agora cresce na base de 1,5% na comparação mês/mesmo mês do ano anterior. Com a massa real de rendimentos aconteceu a mesma coisa. Crescia na média de 8% ao ano, e agora se expande a 4%.
Duas explicações: 1) inflação acelerou, especialmente preço de alimentos; 2) a geração de empregos de salário menor, como nos setores de construção civil e serviço doméstico.
Outro dado importante do mercado de trabalho: há falta de mão de obra qualificada em diversos setores. Faltam engenheiros civis, por exemplo. Faltam mesmo vendedores em lojas especializadas, que exigem, por exemplo, bom conhecimento na utilização de programas de computadores.

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