"O presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, reconheceu ontem que o país deve conviver com um possível déficit no balanço de pagamentos no futuro. Ele não precisou, no entanto, quando o desequilíbrio começará a ocorrer.
Para Meirelles, o déficit não será um problema nem afetará a economia do país, que vive um bom momento. "É normal que, na evolução do balanço de pagamentos, o Brasil possa ter um pequeno déficit em conta corrente. Isso não envolve maiores problemas devido ao dinamismo atual da economia brasileira. Temos um volume de reservas significativo e adotamos um regime de câmbio flutuante, que ajusta nossas cotações da moeda em razão das expectativas de fluxo."
Se a tendência é declinante, como Meirelles pode garantir que haverá “um pequeno déficit em conta corrente”? A tendência continua porque fruto dessa combinação deletéria de juros elevados e livre fluxo de capitais especulativos.
No “Radar” da Veja, beneficiário dessa combinação de juros elevados e livre fluxo de capitais, o ex-presidente do Banco Central Armínio Fraga se diz “pessimista” com a economia mundial em 2008. Qual a solução para reduzir os riscos no Brasil? Limitar-se a prestar mais atenção nos gastos públicos.
E assim La nave va.

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