Os sucessivos cortes na taxa básica de juros (Selic), promovidos desde setembro de 2005 pelo Banco Central, finalmente tiveram algum efeito prático no bolso do consumidor. A celebração da estabilidade econômica, refletida na Selic, fez com que a taxa de juros média cobrada pelos bancos para a pessoa física atingisse, em novembro, o menor patamar desde julho de 1994: 44,8% ao ano, o que representa queda de um ponto percentual em relação a outubro e 8,8 pontos percentuais em um ano.
Na ponta do lápis, contudo, fica evidente que as instituições financeiras não repassaram integralmente para os clientes a benesse concedida pelo governo. Entre setembro de 2005 e novembro de 2007, a Selic caiu 43,04% (de 19,75% para 11,25% ao ano), enquanto, no mesmo período, a taxa de juros média cobrada pelos bancos para pessoas físicas apresentou redução de módicos 7,1% (de 141,12% para 131,10% ao ano).

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